A era dos extremos (ou a história para salvar a política e a economia)

historia

“A destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar os que os outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio. Por esse mesmo motivo, porém, eles têm de ser mais que simples cronistas, memorialistas e compiladores. Em 1989 todos os governos do mundo, e particularmente todos os ministérios do Exterior do mundo, ter-se-iam beneficiado de um seminário sobre os acordos de paz firmados após as duas guerras mundiais, que a maioria deles aparentemente havia esquecido” (HOBSBAWN, 2012, p. 13).

Esta citação encontra-se na introdução do livro “A Era dos Extremos”, do historiador egípcio Eric Hobsbawn. Ela é conveniente e vem totalmente ao encontro de um artigo publicado pelo economista Antonio Delfim Netto, na edição de hoje (21/10) do jornal Valor Econômico.

No artigo, Delfim argumenta sobre a importância da história para dar conteúdo e embasamento à política e à economia. O ponto central é trazer à tona e mostrar o quão recorrente tem sido à discussão mercado x Estado, a qual Delfim conclui da seguinte maneira: “A história mostra como é ridícula a cíclica discussão mercado x Estado. O primeiro [o mercado] não pode existir sem um Estado constitucionalmente forte para regulá-lo e deixar que ele vá se ajustando para se acomodar às novas exigências sociais”.

De certo modo, é exatamente este o teor da citação que abre esta nota. Ao citar o exemplo dos acordos de paz assinados em 1989 (no fim da guerra fria), Hobsbawn observa que ter analisado mais atentamente os acordos assinados após a primeira e a segunda guerras mundiais teria sido particularmente útil para assegurar que eventuais erros não se repetissem. Em outras palavras, conhecer a história teria dado mais conteúdo a situação política em questão naquele momento.

Para nós, neste momento de eleições, é particularmente útil refletir sobre esta questão, pois por vezes nos vemos perdidos em um mar de fatos e estatísticas jogados ao vento que nos deixam mais perdidos do que contribuem para a tomada de decisão. Conhecer o passado público contribui para o pleno exercício da liberdade e a busca da igualdade de oportunidades.

Entretanto, não somente na época de eleições, mas para a nossa vida, no dia-a-dia, conhecer a história e, sendo mais amplo, ter pleno conhecimento da educação formal que aprendemos na escola (matemática, biologia, geografia, letras, etc.), permite que possamos aproveitar melhor nossa vida e agir com mais liberdade, ou como observa Delfim, “eleva o espírito crítico, (…) ‘empondera’ o cidadão para escolher o caminho da sociedade civilizada que deseja”.

 

Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, mande um e-mail para contato@analiseeconomica.com.br ou deixe um comentário abaixo!

 

Para saber mais:

HOBSBAWN, Eric. A Era dos Extremos: O breve século XX (1914 – 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

http://www.valor.com.br/brasil/3741954/historia-para-salvar-politica-e-economia

 

Créditos da imagem: http://www.faintvisa.com.br/site/img/historia.jpg

A ciência da escassez e as finanças pessoais

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Nós temos explicado que o conceito de escassez remete à ideia de limites e, um bom exemplo de limite é o nosso orçamento pessoal. De acordo com o IBGE, no mês de agosto, o salário médio da maioria dos brasileiros ocupados nas principais regiões metropolitanas foi de R$ 2.055,50. Considerando que são retidos na fonte 9% de INSS e 7,5% de IRRF, então o salário recebido em conta cai para R$ 1.864,30. Considerando ainda que o salário mínimo é de R$ 724,00, estamos falando, então, que o salário médio do brasileiro é 2,5 vezes o salário mínimo. Parece bastante positivo, né? Bem, na média, estes R$ 1.864,30 compõe a restrição orçamentária do indivíduo ou família. Em outras palavras, cada um de nós consome um conjunto de bens, mas enfrenta um limite (que é o nosso salário). Por esta razão, a teoria microeconômica considera que cada consumidor escolhe o melhor conjunto de bens que possa adquirir. Entretanto, no mundo real, diversas estratégias são utilizadas para fazer com que gastemos mais do temos ou além do que podemos: cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal, crediário, etc. De acordo com os dados do Serasa Experian, órgão que apura o índice de inadimplência, desde 2009 (base da série histórica do índice), aproximadamente 58% dos brasileiros estão devendo. Estes indicadores mostram a necessidade de lidar melhor com as finanças.

E você, leitor, como lida com as suas finanças? Já passou por apuros? Mande sua história pra gente e, caso tenha alguma dúvida, crítica, sugestão ou elogio, mande um e-mail para contato@analiseeconomica.com.br.

Para saber mais:

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/pme_201408tm_03.shtm

http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2013/01/01/imposto-de-renda-e-inss-entenda-os-descontos-no-seu-salario.htm

http://portal.mte.gov.br/sal_min/

http://noticias.serasaexperian.com.br/indicadores-economicos/inadimplencia-do-consumidor/

Créditos da imagem: http://c.imguol.com/casaeimoveis/2011/01/10/cofre-porquinho-economia-financas-poupanca-dinheiro-1294678283226_956x500.jpg

Resumo da semana – 13 a 19/out

Análise Econômica 10

13/10/2014 – Regulação do Monopólio: Jean Tirole ganha o Nobel de Economia 2014

Nesta semana, Jean Tirole, economista francês da Universidade de Toulouse, ganhou o Prêmio Nobel de Economia pelos seus trabalhos sobre regulação do monopólio. A gente te explica o que isso significa.

14/10/2014 – A ciência da escassez

As ciências econômicas lidam com um problema do mundo real chamado escassez. Entender que a escassez, por sua vez, indica que as coisas possuem limites e compreender isso é importante para que consigamos lidar com o mundo. Nesta pílula, nós introduzimos o assunto.

15/10/2014 – A queda dos preços administrados do petróleo e a inflação

Esta semana o mercado recebeu uma notícia que beneficiou muito os consumidores e a situação de algumas empresas, como a Petrobrás. Trata-se da queda dos preços do petróleo, insumo básico para muitas das coisas que fazemos no dia-a-dia. Nesta pílula buscamos relacionar a influência da queda do preço do petróleo e a taxa de inflação.

16/10/2014 – A ciência da escassez e o problema da água

Dando continuidade à análise das questões da escassez, buscamos relacionar o problema da falta de água no Estado de São Paulo para compreender melhor como se dão as interpretações sobre os limites que o mundo real nos impõe.

O manifesto economista

Um acontecimento interessante está presente no noticiário nas últimas semanas: a declaração de diversos economistas sobre algumas questões discutidas nestas eleições. Por esta razão, nesta nota a gente comenta um pouco mais sobre esta questão.

17/10/2014 – Desigualdade de renda preocupa o FED

Janet Yellen, presidente do Federal Reserve (FED – Banco Central dos Estados Unidos), em uma de suas declarações, falou sobre a importância da distribuição de renda para promover o crescimento econômico no atual cenário em que se encontra os EUA. Nesta pílula nós relacionamos como lidar com a desigualdade de renda pode mover a economia.

18/10/2014 – Transporte público a R$ 1,20 no Brasil

Em junho de 2013, diversas pessoas foram as ruas conclamar seus direitos, dentre eles, um transporte público de qualidade e a um preço mais justo. Um ano depois, muito ainda se fala sobre o assunto e, estreando sua participação no blog, André Prado fala um pouco sobre a possibilidade de ter um transporte público a R$ 1,20 no Brasil.

Privatização é uma boa alternativa para melhoria na qualidade das rodovias?

Quem viaja pelo Brasil sabe o quão grave é a situação das estradas e rodoviais. Nas últimas décadas, boa parte dos principais trechos rodoviários passaram a ser privatizados, no intuito de melhorar a situação do transporte no país. Nesta pílula, explicamos um pouco mais o impacto de tais privatizações.

 

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Privatização é uma boa alternativa para melhoria na qualidade das rodovias?

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Os resultados divulgados sobre a situação atual das rodovias pode influenciar diretamente a qualidade de vida de vocês, leitores. A rodovia brasileira sempre foi sinônimo de rodovia perigosa ou mal conservada devido à estrutura ineficiente na qual os veículos disputam o uso das estradas tanto a passeio quanto para o escoamento de carga. Mas como o país utiliza majoritariamente as rodovias como principal fonte de distribuição de cargas, que por sua vez não acompanhou o crescimento da demanda, refletiu na péssima qualidade das rodovias do Estado. Mas para minimizar a péssima qualidade e a ineficiência da administração do Estado, foram realizadas as privatização de alguns trechos que são considerados eixos principais do país. Entretanto, os dados apresentados sugeriram uma leve melhoria por conta de tais privatizações, mas geraram também uma perda do bem estar do usuário, que desembolsara tarifa a ser cobrada (sob a forma de pedágio) por conta da gestão privada das estradas.

Para saber mais:

http://www.valor.com.br/brasil/3738640/pontos-criticos-crescem-nas-rodovias-diz-cnt

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,conheca-as-melhores-e-piores-estradas-do-brasil,1577774

http://www.valor.com.br/brasil/3738636/bahia-tenta-atrair-socios-para-megaporto

Credito da imagem:

http://www.direitoeconsumo.adv.br/acidente-de-transito-em-rodovia-e-a-responsabilidade-da-concessionaria-de-servicos-publicos/

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Transporte público a R$ 1,20 no Brasil

mplNo Brasil inteiro, muito se têm reclamado sobre os custos com o transporte público e o nível do serviço que é prestado. Vamos entender como funciona essa conta?

O sistema de financiamento do transporte público nacional – com exceção da cidade de São Paulo onde há uma verba prevista em orçamento –, no geral, se dá por arrecadação direta da tarifa desembolsada pelo usuário, ou seja, o próprio cidadão paga. Então, somam-se todos os custos com o transporte e divide-se pelo numero de usuários pagantes, chegando assim no valor da tarifa cobrada atualmente.

Vale lembrar, que os valores mais representativos nessa tarifa são de folha de pagamento, contribuindo em aproximadamente 48% e os gastos com combustíveis, com algo em torno de 20% do custo total. Com isso, observamos que uma simples variação no preço do petróleo (hoje controlado pelo governo) ou até mesmo dissídios aos funcionários, elevará os custos e consequentemente a tarifação do transporte.

Há em outros países, alternativas interessantes para financiamento do transporte, que se aplicado em nosso país, certamente ocasionaria uma diminuição da tarifa ao usuário. Na França, mais especificamente em Paris, há um leque de fontes de financiamento que asseguram que a tarifa não ultrapassebrasil1 40% do custo do sistema. Interessante, não é?! Considerando o valor pago hoje, que é R$ 3,00, se adotássemos um sistema idêntico ao francês, hoje pagaríamos no máximo R$1,20. O restante da tarifa, os outros 60% é todo financiado por fontes externas.

Se multiplicarmos essa diferença de R$1,80 pelo numero de usuários do transporte publico, teríamos um bom dinheiro de volta às mãos das famílias, livre para poupar, investir, consumir… Portanto, exigem-se mudanças significativas, mas, de todo modo, SIM, é possível um transporte público mais barato à população.

 

 

Para saber mais:

http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/130714_notatecnicadirur02.pdf

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/transportes/SPTrans/2013/planilha-tarifa/Planilha-3-vinte.xlsx

 

 

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Créditos das imagens (na ordem em que aparecem):

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2013/06/mpl.jpg

http://renatobinoto.files.wordpress.com/2011/07/brasil1.jpg

Desigualdade de renda preocupa o FED

desigualdade de renda

Em reunião com os jornalistas, a Presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA) Janet Yellen, surpreendeu em sua fala ao colocar em pauta sua preocupação com a crescente desigualdade de renda. Segundo palavras dela, é preocupante o aumento da disparidade entre os mais ricos e os mais pobres. Esta abordagem surpreendeu os analistas, pois o FED sempre se preocupou em falar sobre temas macroeconômicos, como Taxa de juros, inflação e crescimento do PIB, mas esta preocupação não deixa de afetar diretamente estes índices e, para fazer o link da importância deste discurso, precisamos entender qual a receita de sucesso para o dinheiro. A moeda, por definição, deve ser um recurso escasso e limitado, porque é isso que assegura seu valor, mas o excesso de acumulação (ou seja, muito dinheiro parado) é prejudicial ao próprio dinheiro, pois quanto menos circulação, maior a chance de um desaquecimento da economia. Trocando em miúdos, água parada cria limo. O dinheiro seria essa água e parado ele não beneficia ninguém. Nem o dono.

Para saber Mais: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,yellen-alerta-sobre-preocupacoes-com-aumento-da-desigualdade-social,1578333

Tem alguma dúvida, sugestão ou crítica? Mande um e-mail para contato@analiseeconomica.com.br

Créditos da imagem: http://desniveissociais.blogspot.com.br/2010_04_01_archive.html

O manifesto economista

economistas_classicosEsta semana, foi publicado na rede um manifesto assinado por 164 economistas brasileiros que atuam em universidades nacionais e internacionais. O objetivo do documento é rebater temas muito falados entre os candidatos, principalmente pela candidata do PT, Dilma Rousseff. Com suas palavras: “o nosso objetivo é desconstruir um dos inúmeros argumentos falaciosos ventilados na campanha eleitoral”.

Os documentos têm peso importante, pois os economistas que os assinaram são de centros ortodoxos e heterodoxos. Para os pouco familiarizados com os termos, grosso modo, os economistas ortodoxos foram os pioneiros, de escolas clássicas e neoclássicas, mas também podem ser entendidos como os mais voltados para as variáveis quantitativas (inflação, moeda, PIB, etc.) e defensores do livre mercado. Em contrapartida, os economistas heterodoxos são os que divergem da linha de pensamento ortodoxa, ou seja, buscam outras interpretações que são críticas às clássicas e neoclássicas. Geralmente são mais voltadas para políticas sociais, questões ligadas ao desenvolvimento, defendem a forte atuação do Estado na economia, etc.

Em contrapartida, há algumas semanas, também foi publicado outro manifesto assinado por dez economistas de universidade nacionais, com Maria da Conceição Tavares encabeçando o documento, no qual os economistas se posicionaram a favor da candidatura de Dilma.

Traçando um paralelo, há alguns meses, a Empiricus Research, uma empresa voltada a análise de investimentos, publicou um documento intitulado O fim do Brasil. Este documento apresenta uma crítica feroz sobre a política adotada pelo governo Dilma, no que se chamou de “nova matriz econômica”, ou seja, o foco no consumo, os gastos públicos e na cessão de crédito, diferentemente do tripé macroeconômico (superávit primário, metas de inflação e câmbio flutuante) mantido antes de seu governo. Além da Empiricus, Alexandre Schwartsman,  ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central do Brasil entre 1999 e 2001 e colunista do jornal Folha de São Paulo, também fez críticas à atuação da instituição na condução da política monetária.

Sabe o que todos estes documentos têm em comum? Foram extremamente criticados por conta das opiniões emitidas. Na ocasião da crítica de Schwartsman, 40 economistas também se reunirão e fizeram um manifesto no qual desaprovavam a ameaça de processá-lo feita pelo BACEN.

Mas, vamos recorrer a um pouco de teoria para nos ajudar. A ciência econômica é uma ciência social aplicada e, por esta razão, não possui regras e leis fixas como nas ciências naturais ou exatas. Entretanto, a ciência econômica é composta por diversas correntes de pensamento ou “escolas de pensamento”.

Em linhas gerais, uma escola de pensamento é caracterizada pela união de diversos pensadores ao redor de uma ideia, por exemplo: os clássicos defendiam o equilíbrio geral da economia; os keynesianos defendiam a existência de desemprego involuntário; etc.

Mas existem métodos para que cada uma destas escolas de pensamento possa chegar as suas conclusões. Um desses métodos é a criação de modelos. Cada modelo econômico possui algumas premissas e, de forma muito simplista, está inserido num desses grandes grupos (ortodoxos ou heterodoxos).

A relevância de se destacar que existe um método é que, no âmbito científico, para que alguma afirmação seja questionada e sua ineficácia provada, ou seja, para provar que suas conclusões são erradas, é necessário provar que as premissas ou o próprio modelo em si está errado.

A divulgação destes manifestos por parte dos economistas tem mostrado que ainda há muito que se contribuir para a discussão e proliferação do conhecimento em economia. Mas por outro lado, principalmente no caso do manifesto assinado pelos 164 economistas, é evidente que existe um grande compromisso da parte destes profissionais com o desenvolvimento econômico do país, independente da escola de pensamento, seja ortodoxa ou heterodoxa. Mas também fica evidente algo como um paradoxo: todos concordam com o objetivo final, ou seja, o desenvolvimento do país, mas cada economista enxerga sob uma ótica diferente, por conta dos modelos com os quais interpretam o mundo. Esse paradoxo é benéfico para a discussão econômica e científica e contribui cada vez mais para a construção de um país melhor.

 

Para saber mais:

https://sites.google.com/site/manifestoeconomistas/

http://academiaeconomica.com/2008/04/ortodoxos-vs-hetrodoxos.html

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2014/10/economistas-se-dividem-entre-apoio-dilma-e-aecio.html

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1532618-economistas-e-professores-assinam-manifesto-contra-pt.shtml

http://veja.abril.com.br/blog/mercados/economia/164-economistas-nao-ha-crise-internacional/

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/em-manifesto-economistas-dizem-que-crise-alardeada-por-dilma-nao-existe

http://brasileconomico.ig.com.br/brasil/economia/2014-09-10/pressionado-bc-desiste-de-acao-contra-o-economista-alexandre-schwartsman.html

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/acao-contra-schwartsman-e-incompativel-com-democracia-dizem-economistas-em-manifesto

http://www.infomoney.com.br/mercados/eleicoes/noticia/3635648/164-economistas-criam-manifesto-rebatem-dilma-nao-crise-internacional

http://www.empiricus.com.br/o-fim-do-brasil/

http://www.brasildefato.com.br/node/30139

http://brasildebate.com.br/economistas-com-dilma-o-brasil-nao-quer-voltar-atras/

 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Mande um e-mail pra gente: contato@analiseeconomica.com.br

 

Créditos da imagem: http://bit.ly/11wJk8p

A ciência da escassez e o problema da água

falta_de_agua-47247Que a ciência econômica lida com a questão da escassez, isso parece um pouco mais claro, mas como isso funciona? Bem, vamos nos valer do problema da falta de água em SP para explicar melhor. A água é um recurso primordial para a vida, em contrapartida, é um produto primário, por sua relativa abundância e necessidade quase nula de produção. Isso significa que o custo para extraí-la é bastante baixo. Apesar de sua importância, por conta da utilidade que tem para nós, é o fato de sua relativa abundância que pode confundir um pouco as interpretações. 75% do planeta terra são compostos por água, mas somente 3% deste percentual são potáveis, mas somente 0,8% estão em condições para o consumo humano. É uma grande diferença! Reconhecer que somente 0,8% de toda água do mundo pode ser consumida é reconhecer que existe um limite para este consumo e, por definição, se existe um limite, é necessário que as escolhas de como usar este recurso sejam bem planejadas. Entretanto, este problema envolve três facetas: natureza, economia e política. A natureza tem seus ciclos e precisam ser respeitados; a economia possui as ferramentas para fazer a gestão dos recursos, mas o uso deste instrumental depende da decisão de outros; logo, o pano de fundo são as questões políticas, em outras palavras, fazer o uso adequado da água depende da tomada de decisão de quem é responsável pela gestão deste recurso. E o impacto das decisões tomadas podem ser os mais adversos possíveis: secas, queda da atividade agrícola e industrial, aumento da poluição, inflação de custos, inflação de demanda, dentre outros problemas. Então, você concorda ou discorda? Mande um e-mail pra gente em contato@analiseeconomica.com.br ou deixe um comentário abaixo e vamos nos aprofundar nesta discussão.

 

Para saber mais:

http://bit.ly/1F3UXmD

http://bit.ly/1sVzUxY

http://bit.ly/1F3V4P9

http://bit.ly/1wclw59

http://bit.ly/1stWewQ

http://bit.ly/1pgCGZk

 

Créditos da imagem: http://bit.ly/1txCFY1

A queda dos preços administrados do petróleo e a inflação

Queda de preços do petróleo

Hoje o mercado se surpreendeu com a forte queda dos preços internacionais de petróleo. Segundo reportagem da Folha, a queda chegou a 23,5% do final do ano passado até hoje. A importância disso para os analistas é de que o preço do combustível no Brasil finalmente deixe de ser administrado, mas segundo fontes próximas ao Guido Mantega, ele não está esperançoso quanto a reversão do aumento programado para o fim do ano e disse que “a decisão final é da Petrobrás”. Cancelar o aumento é importante pra sociedade, pois com os preços administrados, a inflação praticada é menor do que a real e com isso espantaria a possibilidade de um aumento drástico dos índices em 2015, já para a Petrobrás, a manutenção deste aumento cobriria seu prejuízo ocorrido nos meses em que a companhia teve de arcar com o prejuízo desta diferença. Ficamos então na esperança de que o melhor seja decidido!

Para saber mais:

http://www.valor.com.br/brasil/3735648/queda-do-petroleo-poe-fim-defasagem-da-gasolina

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/10/1532760-decisao-de-reajuste-da-gasolina-e-da-petrobras-diz-mantega.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/10/1532639-preco-do-petroleo-desaba-e-zera-defasagem-da-gasolina-no-brasil.shtml

Tem alguma sugestão, crítica dúvida? encaminhe um e-mail para contato@analiseeconomica.com.br

Créditos da imagem: hojemacau.com.mo

A ciência da escassez

escassezEscassez. Palavra forte e que às vezes assusta. Escassez lembra seca; seca lembra falta de água; e falta de água lembra a falta de vida! Meio dramático, né? Bem, na verdade, a escassez é uma realidade na vida que não se limita somente à falta d’água. Nós lidamos com ela todos os dias, a cada segundo. Quando pensamos em escassez sobre uma ótica econômica, ela representa a ideia de limites. Claro, não dá para ignorar o significado mais direto de escassez, ou seja, ausência de algo, mas no geral, a escassez remete a noção de limites. Pare para pensar um pouco: você aguenta comer oito pizzas seguidas? E beber 12 litros de refrigerante? Ou até mesmo água, você acha que consegue? E que tal dormir? Você acha que consegue dormir 72 horas seguidas? Ou quem sabe ficar acordado 72 horas seguidas? Acredito que a resposta seja não para todas estas perguntas. Tudo isso também reflete a questão dos limites (ou escassez). Aí que entra a nossa tão amada Ciência Econômica! Vale a pena lembrar que a Ciência Econômica é uma ciência social, que estuda a alocação eficiente dos recursos escassos entre inúmeros fins alternativos. Em outras palavras, estuda como lidar com os problemas da escassez. Neste sentido, nesta semana e na próxima nós vamos explorar um pouco mais a questão da escassez em nossas pílulas. Se vocês tiverem perguntas, críticas, sugestões, elogios, quiser bater um papo, etc., mande um e-mail pra gente em contato@analiseeconomica.com.br.

 

Para saber mais:

http://www.fea.usp.br/conteudo.php?i=202

 

Crédito da imagem: http://bit.ly/1tqX68T